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Agronegócio

Sem IPOs e com juro alto, fundos buscam novas alternativas para os negócios

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Vender empresas está mais difícil. Prova disso são os US$ 3,2 trilhões em ativos não vendidos nas carteiras das gestoras de private equity (fundos especializados em comprar companhias) no mundo, um recorde que supera até mesmo períodos como a crise financeira mundial de 2008, segundo estimativa da Bain & Company.

Juros altos na economia mundial, maior dificuldade para conseguir crédito, depreciação no valor das companhias e mercado fechado para ofertas de ações de novas empresas estão entre os fatores que contribuem para essa dificuldade de venda de ativos, segundo Priscila Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap).

“As propostas que aparecem pelas empresas são descontadas e não refletem muitas vezes o valor das companhias”, comenta Rodrigues, que além da Abvcap é sócia na Crescera, gestora que já teve entre os sócios o ex-ministro Paulo Guedes. O mercado de aberturas de capital está fechado desde agosto de 2021 na B3. Nas fusões e aquisições, os negócios caíram nos últimos anos – em 2023, recuaram 9,3%, segundo dados da Kroll. No primeiro trimestre, o número de negócios teve queda de 4,2%.

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Nesse ambiente mais incerto, gestoras que podem esperar aguardam um melhor momento para vender a empresa. Quem não pode, está buscando alternativas, até porque precisa reciclar as carteiras e devolver o dinheiro que investidores colocaram nos fundos. Assim, estratégias comuns lá fora, mas que eram pouco utilizadas no Brasil estão ganhando espaço por aqui.

Uma delas é circular os ativos para outros fundos dentro da própria gestora, ou mesmo criando um novo fundo dentro de casa. O investidor que quiser sair da companhia recebe o dinheiro, quem quiser continuar, fica no novo fundo e participa do novo ciclo de investimento.

“Como o múltiplo está muito baixo e a companhia é boa, os gestores iniciam um novo ciclo de investimento em outro fundo para a empresa, com os cotistas que desejarem seguir na companhia e normalmente trazendo novos investidores. Os que querem sair têm possibilidade de venda, mas a um valor mais baixo”, diz Rodrigues.

Essa estratégia, chamada em inglês de ‘continuation fund’ quase não era usada no Brasil, mas vem ganhando espaço desde 2021, quando os juros começaram a subir no mundo e os desinvestimentos ficaram mais difíceis. Para evitar conflitos de interesse, já que a mesma gestora vende a empresa (e quer fazer isso por um preço mais alto) e também compra o ativo (e quer um preço mais baixo), normalmente um terceiro participante, é trazido para avaliar a operação, e pode ser um novo investidor ou outra gestora. Muitos negócios, feitos dentro da gestora ou entre uma e outra gestora, acabam não ficando públicos.

Em um negócio recente, em agosto do ano passado, a gestora IG4 Capital vendeu a posição de um de seus fundos na operadora de hospitais Opy Health para um fundo do BTG Pactual, dando saída a seus investidores, mas se manteve como gestora no novo *fundo*, seguindo como controladora da Opy. Em outra, no mês passado, a Tarpon vendeu em uma oferta pública ações da Serena Energia de um fundo seu que estava vencendo. Um outro fundo da gestora comprou uma parte dos papéis.

Alternativa

Outra saída que o mercado local está encontrando, já bastante comum lá fora, é a venda de cotas dos fundos no mercado secundário, com um retorno menor, mas uma opção de liquidez para o investidor que quer retirar seus recursos. Tanto essa estratégia como a anterior costumam ganhar mais espaço quando os desinvestimentos estão mais tímidos e pouco movimentados, como agora.

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No ano passado, nove negócios envolveram a venda de empresas entre fundos de private equity, segundo dados da Abvcap. Em 2022, houve apenas um negócio do tipo. Um dos exemplos recentes que combina essas estratégias foi a gestora Pátria. Um de seus fundos vendeu em meados do ano passado uma fatia na Delly’s, empresa de distribuição de food service no Brasil, para um outro fundo da própria Pátria, além de uma outra fatia para fundos da CVC Capital Partners.

Novas captações

Esse cenário de maior dificuldade para reciclar os investimentos que os fundos já fizeram têm também limitado as novas rodadas de captação. Se um investidor vê que está mais difícil recuperar um dinheiro que investiu no passado, fica mais cauteloso em fazer novos aportes. Mas a presidente da Abvcap avalia que esse cenário pode começar a melhorar à medida que os juros começarem a cair de fato nos Estados Unidos, movimento que tem sido adiado – a expectativa do mercado era que a queda aconteceria em março, depois mudou para junho, julho e agora se fala mais para o final do ano.

Globalmente, os fundos colocam a maior parte dos recursos, na casa dos 70% a 80%, em dois mercados – Estados Unidos e Europa. O que sobra vai para o resto do mundo, e a China levava a maior parte. Com o crescimento do país asiático perdendo fôlego, problemas internos de Pequim, como a bolha do mercado imobiliário, e geopolíticos, como a questão com Taiwan, estão levando os investidores a preferirem outros mercados emergentes em relação à China.

O Brasil poderia ganhar espaço desse tipo de investidor, mas fatores como alta volatilidade do câmbio, como a observada este mês – quando em poucos dias o dólar saiu de R$ 4,90 para quase R$ 5,30 em poucos dias -, proteção cambial praticamente inexistente para prazos mais longos e dúvidas sobre as contas fiscais ajudam a deixar o investidor estrangeiro mais cauteloso, comenta a presidente da Abvcap. O que ajudaria a compensar esses dois problemas seria um crescimento acelerado da economia, mas não é isso que vem ocorrendo.

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Agronegócio

Anec reduz estimativas de exportação de soja, milho e farelo em agosto

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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu nesta terça-feira (27) suas previsões para as exportações de soja, farelo de soja e milho do Brasil em agosto.

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Segundo relatório baseado nos embarques e na programação de navios, a exportação de soja brasileira deve alcançar 7,74 milhões de toneladas em agosto, ante 8,16 milhões na previsão da semana anterior.

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Se confirmado, o embarque representará um aumento de cerca de 172 mil toneladas na comparação com os volumes embarcados no mesmo mês do ano passado.

A exportação de farelo de soja do Brasil foi estimada em 2 milhões de toneladas neste mês, contra 2,39 milhões na estimativa da semana anterior e 1,97 milhão em agosto de 2023, segundo dados da Anec.

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Já a exportação de milho foi prevista em 6,61 milhões de toneladas, versus 7 milhões de toneladas previstas na semana anterior.

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O embarque de milho do Brasil em agosto ainda cairia na comparação com igual mês de 2023, quando o país exportou 9,25 milhões de toneladas.

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Agronegócio

Dólar hoje vai a R$ 5,53 com mercado ainda reagindo ao exterior e IPCA-15

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O dólar hoje abriu em alta de 0,49%, cotado a R$ 5,5365. Ontem, no fechamento, a moeda americana foi comercializada a R$ 5,5021, uma alta de 0,08%.

Hoje, o mercado continua reagindo aos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (27).

Os dados apontam que o indicador desacelerou para 0,19% em agosto, alinhando-se com as projeções dos economistas. Em um período de 12 meses, a inflação atingiu 4,35%, levemente abaixo do limite superior da meta do Banco Central, que é de 4,5%. O IPCA-15 serve como uma “prévia” da inflação oficial medida pelo IPCA, devido a um período de coleta diferente: em vez de calcular a variação dos preços do primeiro ao último dia do mês, considera o intervalo entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês atual.

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Nesse caso, o período foi de 16 de julho a 14 de agosto. A desaceleração ocorre em um momento de crescente expectativa sobre os próximos passos da política monetária do Banco Central (BC). Membros do BC têm discutido a possibilidade de aumentar a taxa Selic na próxima reunião, em setembro, para trazer a inflação de volta ao centro da meta.

Atualmente em 10,50% ao ano, a taxa de juros é o principal mecanismo do BC para controlar a inflação. O objetivo de inflação da instituição é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária e principal candidato a assumir a presidência do Banco Central em 2025, reiterou em um evento na segunda-feira que o BC está adotando uma postura cautelosa e “dependente de dados” para futuras decisões de política monetária, considerando “todas as opções em aberto” para a reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom).

Nas últimas semanas, o mercado tem acompanhado de perto as declarações de Galípolo e do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, buscando pistas sobre o rumo da política de juros. Na última terça-feira, um aparente desencontro entre os dois resultou em uma valorização do dólar.

Cenário externo

Externamente, o dólar ainda reflete uma maior cautela por parte dos investidores diante da intensificação das tensões no Oriente Médio e das expectativas em torno da magnitude do corte de juros nos Estados Unidos.

Durante o simpósio de Jackson Hole, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), declarou que “é o momento” de reduzir os juros, confirmando a expectativa de que o ciclo de flexibilização monetária deve começar na próxima reunião do Fed, em setembro.

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Agora, os investidores aguardam a divulgação de novos dados econômicos para ajustar suas expectativas sobre o tamanho da redução. Na ferramenta CME FedWatch, 71,5% dos participantes do mercado veem uma probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual, enquanto 28,5% apostam em um corte maior, de 0,50 ponto.

A principal divulgação da semana ocorrerá na sexta-feira com o relatório do índice de preços PCE de julho, o indicador de inflação preferido do Fed. Na quinta-feira, dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) podem fornecer mais informações sobre o estado da economia americana.

Até agora, o dólar subiu 0,41% na semana, teve recuo de 2,69% no mês e alta de 13,39% no ano.

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Agronegócio

Pré-mercado: à espera dos resultados da NVidia

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Bom dia! Estamos na quarta-feira, 28 de agosto.

Cenários

A notícia mais importante desta quarta-feira (28) vai demorar para acontecer. Apenas à noite, após o fechamento do mercado, será divulgado o resultado da empresa americana NVidia referente ao segundo trimestre de 2024.

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Vista como um barômetro para investimentos das empresas de tecnologia em Inteligência Artificial (IA), a Nvidia deve projetar um crescimento de receita de cerca de 10% no segundo trimestre para US$ 28,6 bilhões, ante os US$ 26,0 bilhões do primeiro trimestre. Qualquer decepção certamente agitará os mercados, dado o peso da empresa nos índices dos EUA.

No primeiro trimestre, para a empresa encerrado em 28 de abril, a NVidia anunciou um lucro por ação de US$ 5,98, alta de 18% ante o trimestre anterior e de 262% ante o mesmo período do ano passado.

Como principal beneficiária do boom da inteligência artificial, a Nvidia viu seu valor de mercado aumentar nove vezes desde o final de 2022. No entanto, após atingir um recorde em junho e brevemente se tornar a empresa mais valiosa do mundo, a Nvidia perdeu quase 30% do seu valor nas sete semanas seguintes, o que resultou em uma queda de aproximadamente US$ 800 bilhões em valor de mercado.

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Perspectivas

Os resultados da Nvidia serão divulgados semanas após seus gigantes da tecnologia terem divulgado os resultados. O nome da empresa foi citado durante essas chamadas com analistas, à medida que Microsoft, Alphabet, Meta, Amazon e Tesla gastam pesadamente em unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia para treinar modelos de IA e executar pesadas cargas de trabalho.

Nos últimos três trimestres, a receita da Nvidia mais que triplicou em termos anuais, com a grande maioria do crescimento vindo do negócio de data centers. Os analistas esperam um quarto trimestre consecutivo de crescimento de três dígitos. A partir daqui, as comparações ano a ano se tornam muito mais difíceis, e o crescimento deve desacelerar em cada um dos próximos seis trimestres.

Indicadores

Brasil

Caged (Jul)

Esperado: ND
Anterio: 201,71 mil vagas

Estados Unidos

Estoques de petróleo bruto

Esperado: ND
Anterior: 2,7 milhões de barris

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