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Agronegócio

Líder do setor lácteo na Europa cresce 4,3% a 29,5 bilhões de euros

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Jean-FrancoisMonier_Getty

Emmanuel Besnier, da Lactalis, é um dos bilionários listados pela Forbes, com US$ 25,5 bilhões (R$ 128,89 bilhões)

O volume de negócios da Lactalis, uma das dez maiores empresas de alimentos do mundo, cresceu 4,3% em 2023, atingindo 29,5 bilhões de euros (R$ 164,6 bilhões, na cotação atual). Impulsionada por um crescimento orgânico, a agroindústria de produtos lácteos continua a ter a França como o seu principal mercado, seguida pelos EUA, Canadá, Itália e Brasil.

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O lucro líquido da multinacional no ano passado foi de 428 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões), o equivalente a 1,4% do volume de negócios (frente a 1,3% em 2022). Isto representa um ligeiro aumento, mas não um retorno ao nível pré-inflação.

Apesar de um contexto global imprevisível marcado pela inflação persistente e pela erosão dos preços mundiais, a Lactalis continuou a inovar e redobrou os seus esforços para manter o seu dinamismo no mercado de produtos lácteos. O Grupo investiu mais de 920 milhões de euros (R$ 5,1 bilhões) para desenvolver novos produtos, modernizar suas fábricas e reduzir os impactos ambientais.

Apesar de um cenário global complexo, de inflação persistente e desaceleração econômica, a Lactalis alavancou o modelo de negócio com robustez e marcas icônicas, mantendo sua trajetória de crescimento. No entanto, o ano de 2023 ficou marcado por uma mudança no comportamento de compra dos consumidores, refletida em queda nos volumes de vendas e uma demanda específica por marcas próprias – em detrimento das marcas nacionais (especialmente na Europa).

No entanto, os produtos Lactalis resistiram bem graças à sua qualidade e preços acessíveis, segundo nota encaminhada à imprensa. Os consumidores mostraram sua preferência pelas marcas do grupo, como a Président, Galbani, Parmalat, Itambé, Lactel e Icim, entre outras. Além disso, a conclusão da integração das atividades da fabricante de queijos americana Kraft Natural Cheese, aliada à inflação, teve um impacto positivo na rentabilidade da companhia francesa.

A Lactalis segue consolidando sua expansão no continente americano com aquisições estratégicas concluídas em 2023, como Marie Morin Canadá e DPA (Dairy Partners of America) no Brasil.

Ao anunciar o seu propósito e razão de agir em 2023, a Lactalis também divulgou a sua visão e apresentou claramente o que pretende no futuro: “nutrir um futuro responsável, comprometendo-se a fornecer os melhores produtos lácteos possíveis, e apoiar o crescimento de cada um, em parceria com os territórios locais.” A empresa hoje emprega mais de 85,5 mil funcionários, trabalhadores de laticínios e queijeiros em 51 países e continua a fortalecer o seu impacto econômico e social positivo em todas as regiões onde opera.

Em especial, o grupo concluiu a modernização total da sua fábrica de Camembert Président em Domfront, na Normandia, e intensificou os investimentos no Canadá e EUA. A expansão também ocorreu com os produtos lácteos na Europa, onde a Lactalis continua a investir em países como Bélgica, Itália, Grécia e Romênia. Também houve crescimento econômico no setor dos queijos de qualidade com a aquisição da empresa italiana Ambrosi.

Na pauta ambiental, a Lactalis acelerou o seu planejamento para atingir as metas estabelecidas para a redução do seu impacto, dando prioridade ao combate às alterações climáticas. Em 2023, o Grupo investiu mais de 150 milhões de euros (R$ 837 milhões) na descarbonização das suas instalações industriais e alcançou uma redução de 15,6% em todas as suas emissões.

“Em um ano marcado pela inflação, pelo seu impacto no poder de compra e pelos preços mundiais desfavoráveis, a rentabilidade do grupo continuou fraca. As equipes da Lactalis permaneceram, no entanto, focadas em alcançar um crescimento rentável e responsável nesse ambiente difícil, intensificando seus esforços para desenvolver a oferta de produtos lácteos e inovando em mercados dinâmicos”, afirma Emmanuel Besnier, o presidente da Lactalis.

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Agronegócio

Anec reduz estimativas de exportação de soja, milho e farelo em agosto

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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu nesta terça-feira (27) suas previsões para as exportações de soja, farelo de soja e milho do Brasil em agosto.

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Segundo relatório baseado nos embarques e na programação de navios, a exportação de soja brasileira deve alcançar 7,74 milhões de toneladas em agosto, ante 8,16 milhões na previsão da semana anterior.

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Se confirmado, o embarque representará um aumento de cerca de 172 mil toneladas na comparação com os volumes embarcados no mesmo mês do ano passado.

A exportação de farelo de soja do Brasil foi estimada em 2 milhões de toneladas neste mês, contra 2,39 milhões na estimativa da semana anterior e 1,97 milhão em agosto de 2023, segundo dados da Anec.

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Já a exportação de milho foi prevista em 6,61 milhões de toneladas, versus 7 milhões de toneladas previstas na semana anterior.

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O embarque de milho do Brasil em agosto ainda cairia na comparação com igual mês de 2023, quando o país exportou 9,25 milhões de toneladas.

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Agronegócio

Dólar hoje vai a R$ 5,53 com mercado ainda reagindo ao exterior e IPCA-15

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O dólar hoje abriu em alta de 0,49%, cotado a R$ 5,5365. Ontem, no fechamento, a moeda americana foi comercializada a R$ 5,5021, uma alta de 0,08%.

Hoje, o mercado continua reagindo aos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (27).

Os dados apontam que o indicador desacelerou para 0,19% em agosto, alinhando-se com as projeções dos economistas. Em um período de 12 meses, a inflação atingiu 4,35%, levemente abaixo do limite superior da meta do Banco Central, que é de 4,5%. O IPCA-15 serve como uma “prévia” da inflação oficial medida pelo IPCA, devido a um período de coleta diferente: em vez de calcular a variação dos preços do primeiro ao último dia do mês, considera o intervalo entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês atual.

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Nesse caso, o período foi de 16 de julho a 14 de agosto. A desaceleração ocorre em um momento de crescente expectativa sobre os próximos passos da política monetária do Banco Central (BC). Membros do BC têm discutido a possibilidade de aumentar a taxa Selic na próxima reunião, em setembro, para trazer a inflação de volta ao centro da meta.

Atualmente em 10,50% ao ano, a taxa de juros é o principal mecanismo do BC para controlar a inflação. O objetivo de inflação da instituição é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária e principal candidato a assumir a presidência do Banco Central em 2025, reiterou em um evento na segunda-feira que o BC está adotando uma postura cautelosa e “dependente de dados” para futuras decisões de política monetária, considerando “todas as opções em aberto” para a reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom).

Nas últimas semanas, o mercado tem acompanhado de perto as declarações de Galípolo e do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, buscando pistas sobre o rumo da política de juros. Na última terça-feira, um aparente desencontro entre os dois resultou em uma valorização do dólar.

Cenário externo

Externamente, o dólar ainda reflete uma maior cautela por parte dos investidores diante da intensificação das tensões no Oriente Médio e das expectativas em torno da magnitude do corte de juros nos Estados Unidos.

Durante o simpósio de Jackson Hole, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), declarou que “é o momento” de reduzir os juros, confirmando a expectativa de que o ciclo de flexibilização monetária deve começar na próxima reunião do Fed, em setembro.

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Agora, os investidores aguardam a divulgação de novos dados econômicos para ajustar suas expectativas sobre o tamanho da redução. Na ferramenta CME FedWatch, 71,5% dos participantes do mercado veem uma probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual, enquanto 28,5% apostam em um corte maior, de 0,50 ponto.

A principal divulgação da semana ocorrerá na sexta-feira com o relatório do índice de preços PCE de julho, o indicador de inflação preferido do Fed. Na quinta-feira, dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) podem fornecer mais informações sobre o estado da economia americana.

Até agora, o dólar subiu 0,41% na semana, teve recuo de 2,69% no mês e alta de 13,39% no ano.

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Agronegócio

Pré-mercado: à espera dos resultados da NVidia

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Bom dia! Estamos na quarta-feira, 28 de agosto.

Cenários

A notícia mais importante desta quarta-feira (28) vai demorar para acontecer. Apenas à noite, após o fechamento do mercado, será divulgado o resultado da empresa americana NVidia referente ao segundo trimestre de 2024.

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Vista como um barômetro para investimentos das empresas de tecnologia em Inteligência Artificial (IA), a Nvidia deve projetar um crescimento de receita de cerca de 10% no segundo trimestre para US$ 28,6 bilhões, ante os US$ 26,0 bilhões do primeiro trimestre. Qualquer decepção certamente agitará os mercados, dado o peso da empresa nos índices dos EUA.

No primeiro trimestre, para a empresa encerrado em 28 de abril, a NVidia anunciou um lucro por ação de US$ 5,98, alta de 18% ante o trimestre anterior e de 262% ante o mesmo período do ano passado.

Como principal beneficiária do boom da inteligência artificial, a Nvidia viu seu valor de mercado aumentar nove vezes desde o final de 2022. No entanto, após atingir um recorde em junho e brevemente se tornar a empresa mais valiosa do mundo, a Nvidia perdeu quase 30% do seu valor nas sete semanas seguintes, o que resultou em uma queda de aproximadamente US$ 800 bilhões em valor de mercado.

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Perspectivas

Os resultados da Nvidia serão divulgados semanas após seus gigantes da tecnologia terem divulgado os resultados. O nome da empresa foi citado durante essas chamadas com analistas, à medida que Microsoft, Alphabet, Meta, Amazon e Tesla gastam pesadamente em unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia para treinar modelos de IA e executar pesadas cargas de trabalho.

Nos últimos três trimestres, a receita da Nvidia mais que triplicou em termos anuais, com a grande maioria do crescimento vindo do negócio de data centers. Os analistas esperam um quarto trimestre consecutivo de crescimento de três dígitos. A partir daqui, as comparações ano a ano se tornam muito mais difíceis, e o crescimento deve desacelerar em cada um dos próximos seis trimestres.

Indicadores

Brasil

Caged (Jul)

Esperado: ND
Anterio: 201,71 mil vagas

Estados Unidos

Estoques de petróleo bruto

Esperado: ND
Anterior: 2,7 milhões de barris

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