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Ibovespa hoje: índice fecha acima de 131 mil pontos, enquanto dólar tem 5ª queda seguida

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O Ibovespa hoje confirmou a sua quinta sessão de ganhos consecutiva, superando o patamar de 131 mil pontos. Nesta segunda-feira (12), a principal referência da B3 terminou o dia em alta de 0,38%, aos 131.115,90 pontos. Durante o pregão, chegou a atingir máxima a 131.661,98 pontos e mínima a 130.615,25 pontos, com volume negociado de R$ 21,6 bilhões.

A valorização de mais de 3% do petróleo, por causa das tensões no Oriente Médio, ajudou e fez as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) finalizarem a sessão no topo do campo positivo. A escalada da commodity beneficia as petroleiras, à medida que as tensões geopolíticas ganham novos contornos. A Fox News noticiou que o Irã pode atacar Israel entre esta segunda-feira (12) e terça-feira (13) em retaliação ao assassinato da liderança do Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerã, no final do mês passado.

Outro destaque positivo na Bolsa hoje foi o setor financeiro, bloco com maior peso do Ibovespa. B3 (B3SA3), Santander (SANB11), Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11) avançaram 1,50%, 1,01%, 0,14%, 2,15% e 1,56%, respectivamente. Já as ações ordinárias do Bradesco (BBDC3) subiram 1%, enquanto as preferenciais (BBDC4) registraram alta de 0,68%

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Nesta segunda-feira, investidores acompanharam também a divulgação do Boletim Focus. A mediana do relatório para a taxa Selic no fim de 2025 se manteve em 9,75% após a divulgação da última ata do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada. A novidade, desta vez, foi o sutil arrefecimento na mediana das projeções do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025. A estimativa caiu de 3,98% na semana passada para 3,97% na edição desta segunda-feira, contra 3,90% um mês antes.

Nos Estados Unidos, as Bolsas de Nova York fecharam sem direção única. Dow Jones caiu 0,36%, enquanto Nasdaq teve ganhos de 0,21% e S&P 500 terminou o dia próximo à estabilidade. Investidores se posicionaram para dados de inflação ao produtor (PPI) e ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, a serem divulgados na terça-feira (13) e na quarta-feira (14), respectivamente.

Os números devem ser importantes para o mercado pesar suas apostas para a intensidade do início do corte de juros nos Estados Unidos. A expectativa é de que o Federal Reserve (Fed) inicie a redução da taxa, atualmente entre 5,25% e 5%, na próxima reunião de política monetária, em setembro, embora o tamanho exato do corte ainda seja incerto. “Já um dado do CPI muito abaixo do esperado pode voltar com o receio de uma recessão nos Estados Unidos, mesmo que não seja essa a expectativa”, afirma Hemelin Mendonça, especialista em mercado de capitais e sócia da AVG Capital.

No mercado doméstico de câmbio, o dólar emendou nesta segunda-feira o quinto pregão consecutivo de desvalorização e fechou o pregão abaixo da linha de R$ 5,50 pela primeira vez desde meados de julho. A moeda americana terminou a sessão em baixa de 0,34% a R$ 5,4962. Mendonça explica que o movimento ocorre diante do menor temor por uma recessão nos Estados Unidos. “Isso fez com que os investidores que estavam saindo de ativos de risco retomassem a busca por eles, e com isso temos a valorização de moedas de países emergentes como Brasil e Chile”, pontua.

As maiores altas do Ibovespa hoje

As três ações que mais valorizaram no dia foram Petrobras On (PETR3), Yduqs (YDUQ3) e IRB (IRBR3).

Petrobras On (PETR3): 2,79%, R$ 40,46

As ações da ordinárias da Petrobras (PETR3) lideraram os ganhos do Ibovespa nesta segunda-feira e encerraram o dia em alta de 2,79% a R$ 40,46. Os ativos acompanharam o movimento dos contratos futuros de petróleo. Além da commodity passar por uma recuperação, o estrategista de ações da Genial Investimentos, Filipe Villegas, destaca que as tensões no Oriente Médio continuam impulsionando o petróleo.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para setembro fechou em alta de 4,19% (US$ 3,22), a US$ 80,06 o barril, enquanto o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em alta de 3,31% (US$ 2,64), a US$ 82,30 o barril.

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A PETR3 está em baixa de 0,34% no mês. No ano, acumula uma valorização de 13,62%.

Yduqs (YDUQ3): 2,32%, R$ 10,57

Entre os destaques positivos do dia, também estiveram as ações da Yduqs (YDUQ3), que subiram 2,32% a R$ 10,57. Nenhuma notícia específica sobre a empresa, no entanto, foi monitorada pelos investidores no dia.

A YDUQ3 está em baixa de 3,38% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 52%.

IRB (IRBR3): 2,31%, R$ 30,12

Quem também se saiu bem nesta segunda-feira foi o IRB, que registrou alta de 2,31% a R$ 30,12. Investidores seguem na expectativa pelo balanço do segundo trimestre da empresa, que deve ser divulgado após o fechamento do mercado.

A IRBR3 está em alta de 2,76% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 32,01%.

As maiores quedas do Ibovespa hoje

As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Azul (AZUL4), Dexco (DXCO3) e Braskem (BRKM5).

Azul (AZUL4): -11,95%, R$ 7

As ações da Azul (AZUL4) registraram a principal queda do Ibovespa hoje, terminando o pregão em baixa de 11,95% a R$ 7, após a empresa informar um prejuízo líquido de R$ 3,865 bilhões no segundo trimestre de 2024, revertendo o lucro de R$ 497,9 milhões observado no mesmo período no anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, depreciação, amortização e impostos), por sua vez, atingiu R$ 1,052 bilhão, recuo anual de 9%. Nesta matéria, diferentes casas analisam o resultado.

A AZUL4 está em baixa de 12,5% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 56,28%.

Dexco (DXCO3): -4,72%, R$ 7,67

Outro destaque negativo do dia foi a Dexco (DXCO3), que caiu 4,72% a R$ 7,67. Ao Broadcast, Gustavo Bertotti, diretor de Renda variável da Fami Capital, afirmou que os resultados da empresa foram bem recebidos pelo mercado e que não vê motivos para queda dos papéis no momento, a não ser a alta acumulada de 6,70% em agosto e de 8,50% nos últimos 30 dias.

A DXCO3 está em alta de 4,92% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 4,13%.

Braskem (BRKM5): -3,95%, R$ 16,54

Quem também sofreu no Ibovespa hoje foi a Braskem (BRKM5), que recuou 3,95% a R$ 16,54. Investidores ainda digeriram os resultados negativos da empresa, na visão de Mendonça, da AVG Capital. A empresa reportou no segundo trimestre de 2024 um prejuízo de R$ 3,736 bilhões, 385% maior ante as perdas de R$ 771 milhões no mesmo período de 2023.

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A BRKM5 está em baixa de 5,75% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 24,34%.

*Com Estadão Conteúdo

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Agronegócio

Anec reduz estimativas de exportação de soja, milho e farelo em agosto

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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu nesta terça-feira (27) suas previsões para as exportações de soja, farelo de soja e milho do Brasil em agosto.

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Segundo relatório baseado nos embarques e na programação de navios, a exportação de soja brasileira deve alcançar 7,74 milhões de toneladas em agosto, ante 8,16 milhões na previsão da semana anterior.

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Se confirmado, o embarque representará um aumento de cerca de 172 mil toneladas na comparação com os volumes embarcados no mesmo mês do ano passado.

A exportação de farelo de soja do Brasil foi estimada em 2 milhões de toneladas neste mês, contra 2,39 milhões na estimativa da semana anterior e 1,97 milhão em agosto de 2023, segundo dados da Anec.

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Já a exportação de milho foi prevista em 6,61 milhões de toneladas, versus 7 milhões de toneladas previstas na semana anterior.

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O embarque de milho do Brasil em agosto ainda cairia na comparação com igual mês de 2023, quando o país exportou 9,25 milhões de toneladas.

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Agronegócio

Dólar hoje vai a R$ 5,53 com mercado ainda reagindo ao exterior e IPCA-15

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O dólar hoje abriu em alta de 0,49%, cotado a R$ 5,5365. Ontem, no fechamento, a moeda americana foi comercializada a R$ 5,5021, uma alta de 0,08%.

Hoje, o mercado continua reagindo aos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (27).

Os dados apontam que o indicador desacelerou para 0,19% em agosto, alinhando-se com as projeções dos economistas. Em um período de 12 meses, a inflação atingiu 4,35%, levemente abaixo do limite superior da meta do Banco Central, que é de 4,5%. O IPCA-15 serve como uma “prévia” da inflação oficial medida pelo IPCA, devido a um período de coleta diferente: em vez de calcular a variação dos preços do primeiro ao último dia do mês, considera o intervalo entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês atual.

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Nesse caso, o período foi de 16 de julho a 14 de agosto. A desaceleração ocorre em um momento de crescente expectativa sobre os próximos passos da política monetária do Banco Central (BC). Membros do BC têm discutido a possibilidade de aumentar a taxa Selic na próxima reunião, em setembro, para trazer a inflação de volta ao centro da meta.

Atualmente em 10,50% ao ano, a taxa de juros é o principal mecanismo do BC para controlar a inflação. O objetivo de inflação da instituição é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária e principal candidato a assumir a presidência do Banco Central em 2025, reiterou em um evento na segunda-feira que o BC está adotando uma postura cautelosa e “dependente de dados” para futuras decisões de política monetária, considerando “todas as opções em aberto” para a reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom).

Nas últimas semanas, o mercado tem acompanhado de perto as declarações de Galípolo e do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, buscando pistas sobre o rumo da política de juros. Na última terça-feira, um aparente desencontro entre os dois resultou em uma valorização do dólar.

Cenário externo

Externamente, o dólar ainda reflete uma maior cautela por parte dos investidores diante da intensificação das tensões no Oriente Médio e das expectativas em torno da magnitude do corte de juros nos Estados Unidos.

Durante o simpósio de Jackson Hole, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), declarou que “é o momento” de reduzir os juros, confirmando a expectativa de que o ciclo de flexibilização monetária deve começar na próxima reunião do Fed, em setembro.

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Agora, os investidores aguardam a divulgação de novos dados econômicos para ajustar suas expectativas sobre o tamanho da redução. Na ferramenta CME FedWatch, 71,5% dos participantes do mercado veem uma probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual, enquanto 28,5% apostam em um corte maior, de 0,50 ponto.

A principal divulgação da semana ocorrerá na sexta-feira com o relatório do índice de preços PCE de julho, o indicador de inflação preferido do Fed. Na quinta-feira, dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) podem fornecer mais informações sobre o estado da economia americana.

Até agora, o dólar subiu 0,41% na semana, teve recuo de 2,69% no mês e alta de 13,39% no ano.

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Agronegócio

Pré-mercado: à espera dos resultados da NVidia

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Bom dia! Estamos na quarta-feira, 28 de agosto.

Cenários

A notícia mais importante desta quarta-feira (28) vai demorar para acontecer. Apenas à noite, após o fechamento do mercado, será divulgado o resultado da empresa americana NVidia referente ao segundo trimestre de 2024.

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Vista como um barômetro para investimentos das empresas de tecnologia em Inteligência Artificial (IA), a Nvidia deve projetar um crescimento de receita de cerca de 10% no segundo trimestre para US$ 28,6 bilhões, ante os US$ 26,0 bilhões do primeiro trimestre. Qualquer decepção certamente agitará os mercados, dado o peso da empresa nos índices dos EUA.

No primeiro trimestre, para a empresa encerrado em 28 de abril, a NVidia anunciou um lucro por ação de US$ 5,98, alta de 18% ante o trimestre anterior e de 262% ante o mesmo período do ano passado.

Como principal beneficiária do boom da inteligência artificial, a Nvidia viu seu valor de mercado aumentar nove vezes desde o final de 2022. No entanto, após atingir um recorde em junho e brevemente se tornar a empresa mais valiosa do mundo, a Nvidia perdeu quase 30% do seu valor nas sete semanas seguintes, o que resultou em uma queda de aproximadamente US$ 800 bilhões em valor de mercado.

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Perspectivas

Os resultados da Nvidia serão divulgados semanas após seus gigantes da tecnologia terem divulgado os resultados. O nome da empresa foi citado durante essas chamadas com analistas, à medida que Microsoft, Alphabet, Meta, Amazon e Tesla gastam pesadamente em unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia para treinar modelos de IA e executar pesadas cargas de trabalho.

Nos últimos três trimestres, a receita da Nvidia mais que triplicou em termos anuais, com a grande maioria do crescimento vindo do negócio de data centers. Os analistas esperam um quarto trimestre consecutivo de crescimento de três dígitos. A partir daqui, as comparações ano a ano se tornam muito mais difíceis, e o crescimento deve desacelerar em cada um dos próximos seis trimestres.

Indicadores

Brasil

Caged (Jul)

Esperado: ND
Anterio: 201,71 mil vagas

Estados Unidos

Estoques de petróleo bruto

Esperado: ND
Anterior: 2,7 milhões de barris

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